Filho do analógico, criado pelo digital

Tenho 27 anos, então por pouco escapei de ter crescido inteiramente no mundo digital. Não que a “nova geração” seja melhor ou pior por estar crescendo online, mas acho que ter vivido um mundo pré-internet me ajuda a refletir melhor a sociedade digital.

Ainda não tenho idade para ser saudosista, mas lembro do meu primeiro computador. Ele chegou lá em casa na fronteira entre os anos 90 e 2000. Na verdade, a escrivaninha do computador chegou dias antes, então imagine minha ansiedade pela chegada dele: um glorioso K6 rodando Windows 98. Pode não soar como muita coisa, mas parecia um portal pra um lugar inexplorado – e era!

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A tecnologia me permitiu uma forma nova de criar coisas. Tive diversos blogs (diversos mesmo), escrevia de tudo e todos os dias. Virei praticamente um cronista à la meu ídolo, Luis Fernando Verissimo.

Anos depois do k6, um amigo apareceu com uma câmera que gravava vídeo. Foi amor à primeira vista (pela câmera, não pelo amigo!). Desde então não parei de fazer vídeos.

Passei também a amar comunicação. Trabalhei em uma agência de design, me formei em publicidade e propaganda e mudei da semi-pacata Venâncio Aires para a nada-pacata-e-semi-violenta Porto Alegre. Nessas idas e vindas, já são 10 anos de experiência no mercado de comunicação.

Fiz muito vídeo desde então. O Gambiacine (meu canal no YouTube) cresceu e foi selecionado no prêmio Creators Pitch do YouPIX, eu entrei para o YouTube Contributors (um programa global de criadores de conteúdo), fiz cursos, dei palestras, ministrei workshops

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Porém, comecei a sentir falta de criar em formatos diferentes e falar sobre mais assuntos, além do mundo dos vídeos. Por isso criei esse site.

Agora, além de produzir vídeos, vou compartilhar conteúdo sobre o que eu mais gosto: cultura digital.